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Crimes contra o patrimônio crescem no Paraná

Secretário conversa com policiais do Paraná durante lançamento da Operação Impacto

Secretário conversa com policiais do Paraná durante lançamento da Operação Impacto

Os crimes contra o patrimônio cresceram no Paraná, enquanto o número de homicídios dolosos permaneceu estável. Por causa dos dados preocupantes, as forças de segurança do estado organizaram, recentemente, a Operação Impacto, focada, principalmente, nos crimes que registraram maior aumento: os patrimoniais, como roubo e furto.

Crimes contra o patrimônio crescem com a crise

Os crimes contra o patrimônio cresceram 10,54% no estado entre janeiro e junho de 2016, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em Curitiba, os delitos patrimoniais aumentaram 4,91% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os crimes contra pessoa caíram 1,30%.

“Os crimes contra o patrimônio têm uma relação de causa e efeito com a crise econômica e a situação de impunidade pela qual nosso país passa. Estamos vendo o aumento do número de desempregados, que já supera 12 milhões de brasileiros. A consequência deste cenário, no Brasil todo, é o crescimento de crimes patrimoniais. Aqui no Paraná, não foi diferente. Registramos aumento nos furtos e roubos o que exigiu medidas emergenciais e a resposta é esta grande operação com reforço de equipamentos e de pessoal”, explica o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.

Dados da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape)Os dados também constam em relatório estatístico elaborado pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária.

Número de homicídios permaneceu estável no Paraná

O número de homicídios dolosos no Paraná permanece estável. De janeiro a junho deste ano, foram 1.236 ocorrências em todo o estado, variação de 1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Curitiba teve 14 assassinatos a mais, uma oscilação de 6,42%. Na Região Metropolitana houve redução de 3%, com 340 homicídios dolosos no período.

Tendência de queda também foi registrada nas regiões de Maringá (-23%), Ponta Grossa (-9,3%), Guarapuava (-20%) e Cascavel (-37%), por exemplo.

Na 20ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), cuja sede é Londrina, houve sete crimes a mais neste ano, passando de 41 homicídios em 2015 para 48 em 2016. No mês de janeiro, a cidade de Londrina enfrentou uma onda de mortes violentas, período após o qual a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária estruturou uma força-tarefa, com atuação das polícias Militar e Civil, que resultou na redução dos índices criminais.

O litoral do estado também sofreu acréscimo nos homicídios dolosos, com oito crimes a mais que nos primeiros seis meses de 2015.

O secretário da Segurança Pública destaca que o Estado do Paraná tem passado por um processo, nos últimos sete anos, de diminuição nos índices de homicídio, resultado de um trabalho focado por parte tanto da Polícia Judiciária, com especialização de equipes, criação de novas delegacias de homicídio, como de um policiamento preventivo e ostensivo, focado em áreas de maior incidência dessa modalidade criminosa.

“Esse ano de 2016 também tem sido da mesma forma. No trimestre passado tivemos um leve aumento nesses índices, seguido de um trabalho focado na Região Metropolitana de Curitiba, principalmente, e na Capital. Temos a perspectiva do retorno da tendência de quedas e devemos fechar o ano dentro dos parâmetros estabelecidos, também menores do que o ano anterior”, diz ele.

Operação Impacto

Deflagrada há três semanas, a Operação Impacto envolve todos os órgãos da segurança pública do Paraná e está focada no combate aos crimes patrimoniais, como roubo e furto, que registraram maior crescimento.

Entre outras ações, a operação prevê a locação de 200 novas viaturas para a Polícia Militar e a contratação de 2.200 policiais. 80 viaturas já foram entregues e estão rodando em Curitiba e região metropolitana, reforçando o patrulhamento ostensivo. Até novembro, todas as viaturas devem estar operando. Dos 2.200 novos policiais, 700 ficarão na capital e região. Além disso, está previsto um processo de licitação para a compra de 1,2 mil novas viaturas – que atenderão todo o Paraná.

“Na próxima segunda-feira (10) divulgaremos o primeiro balanço da Operação Impacto, que aponta redução nos registros de roubo e furto – indo ao encontro do nosso objetivo”, adiantou o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.

Fonte: Paraná Portal
Foto: Soldado Feliphe Aires AENotícias